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EXTREMISMO E TERRORISMO

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      Dentre as maiores dificuldades enfrentadas pelas sociedades civilizadas modernas, estão o recrudescimento das ações de intolerância étnica e religiosa, que através de ações coordenas ou não, e com o recrutamento de indivíduos simpatizantes em todo o mundo, vem ganhando vulto, através do ”extremismo” religioso, ou ainda de forma mais enfática, com o chamado ”terrorismo”.

Não há uma definição de terrorismo que seja aceita por toda a comunidade internacional. Há diversas acepções, que variam conforme o propósito das ações e o entendimento sobre o tema. Em comum, esses conceitos apresentam o uso da violência com motivação política, que os difere das ações unicamente criminosas, motivadas por lucro ou por desvios de comportamento (RAMOS JR, 2003).

Considerando-se que o objetivo do terrorismo é provocar pânico, sua vítima preferencial não é a vítima tática, aquela que perde a vida no atentado, por uma questão inequívoca: os mortos não temem. As vítimas buscadas pelo terrorismo são, portanto, aquelas que sobrevivem e se sentem indefesas ante a vontade do terrorista. O fundamento do terror, portanto, não é morte ou aniquilamento, mas a sensação de vulnerabilidade, impotência e desamparo ante o atentado (SAINT-PIERRE, 2005).

O combate ao terrorismo possui duas grandes vertentes: o antiterrorismo e o contraterrorismo. O antiterrorismo compreende medidas eminentemente defensivas, que objetivam a redução das vulnerabilidades aos atentados. O contraterrorismo abrange medidas ofensivas, tendo como alvo os diversos grupos identificados, a fim de prevenir, dissuadir, ou retaliar seus atos (PINHEIRO, 2004).

Neste contexto, já há algum tempo o emprego das Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) ou UAV, vem sendo amplamente difundido, tanto em ações de reconhecimento de alvos como em ações de ataque a células terroristas.

Podemos inserir ainda, dentro do emprego das plataformas orbitais e sub-orbitais, seja em reconhecimento ou ataque, o aumento exponencial da relevância no emprego da análise de Geointeligência e o processamento digital de imagens, com os mais diversos objetivos, como: busca pela descoberta do ”modus operandi” ; busca pela antecipação de novos atentados ou eventos futuros de maior magnitude; realização de identificação e localização de alvos; confecção de reproduções de ambientes em três dimensões, para fins de treinamento de equipes táticas; acompanhamento de ”alvos” em movimento; entre outras.

Pode-se concluir com isso que, de uma forma geral, o emprego da análise de Geointeligência e da inteligência de imagens, para fins de planejamento e acompanhamento das atividades de antiterror ou contraterror, vem contribuindo sobremaneira na luta contra o extremismo, bem como, vem tornando cada vez mais eficazes as ações militares correlatas.

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