PLATAFORMAS ORBITAIS, Sem categoria

EROS-B NOS JOGOS OLÍMPICOS DO RIO

      O satélite israelense EROS-B opera, normalmente a uma altitude de 520 km de distância da terra e possui resolução espacial de 70 cm (consegue identificar objetos de 70 cm de tamanho), entretanto, para atuar nas olimíadas e poder gerar produtos mais eficientes, será empregado em uma órbita mais baixa, de 450 quilômetros de distância da Terra e, com isso, será capaz de identificar objetos de até 50 centímetros de tamanho.

     Lançado ao espaço em 2006, já está plenamente operacional numa órbita acima do Brasil desde a última semana. O acordo assinado com Israel estabelece que o Eros B ficará a disposição do Brasil ao longo de um período de seis meses. Uma vez finalizados os Jogos Olímpicos, ele será empregado na vigilância de fronteiras.

      O cônsul geral de Israel em São Paulo, Yoel Barnea, assegurou que o país está tomando as medidas necessárias para proteger suas delegações no estrangeiro, incluindo os atletas que participarão dos próximos Jogos. De acordo com Barnea, essas medidas serão tomadas em plena cooperação com as forças de segurança brasileiras.

     Nesta atividade o satélite será totalmente controlado por militares brasileiros e suas imagens compartilhadas com todas as agências governamentais de segurança conforme declarações do comandante do Nucope-P (principal centro de operações especiais), coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), Hélcio Vieira Junior.

       O Eros B tem capacidade de coletar imagens de altíssima resolução como no exemplo a seguir:AImagem-2-ErosB-JogosOlímpicos2016 Imagem do Rio de Janeiro em maio de 2007. (Imagem: Divulgação)

    Por fim, as características operacionais do Eros B podem ser de muita utilidade para implementação final do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) do Exército Brasileiro, que será integrado por radares fixos e móveis, bem como câmeras e outros sensores instalados ao longo das fronteiras do País, mas isto só será verdadeiro, se o controle de aquisição de imagens realmente for feito por militares das forças armadas brasileiras.

Referências:

  • -http://tecnodefesa.com.br/satelite-eros-b-sera-empregado-nos-jogos-olimpicos-rio-2016/
  • -https://apollomapping.com/imagery/high-resolution-imagery/eros-b
Padrão
PLATAFORMAS ORBITAIS, Sem categoria

SATÉLITES NACIONAIS

LANÇAMENTO-DE-NANOSSATÉLITE-BRASILEIRO-OBTEVE-SUCESSO

 Nanossatélites

      O primeiro nanossatélite brasileiro NanosatC-Br1, foi lançado em 19 Junho de 2014, e passou a manter contato com as bases de monitoramento já no dia seguinte. Desenvolvido com recursos da Agência Espacial Brasileira (AEB) e lançado na base de Yasny – Rússia, o cubesat envia a sua localização por código Morse.

      As informações enviadas são recebidas pelas Estações Terrenas de Rastreio e Controle de Nanossatélite do Programa NanosatC-BR da Universidade Federal de Santa Maria e a do Ita/Inpe. O objetivo do cubesat é monitorar a intensidade e mapear o campo magnético sobre a América do Sul, explica Jean Batana, coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Diretoria de Satélites e Aplicação da AEB.

      “Os nanossatélites são importantes para o desenvolvimento da tecnologia espacial brasileira, além de motivar estudantes. É uma forma de congregar entre eles o trabalho na área espacial” fomenta José Raimundo Coelho, presidente da AEB.

       O NanosatC-Br1 foi desenvolvido pelo Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE), é também o primeiro cubesat universitário brasileiro a ser lançado.

0,,16602255_401,00

Satélites de Coletas de Dados (SCD)

     O primeiro satélite brasileiro lançado foi o SCD-1. Para conhecer a diversidade ambiental do nosso território, o Brasil projetou e construiu dois Satélites de Coleta de Dados (SCDs). Lançados em 1993 (SCD-1) e em 1998 (SCD-2), eles permitem, juntamente com as plataformas terrestres de coletas de dados, conhecer o nível e a qualidade da água nos rios e represas, a quantidade de chuva, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar, a temperatura do ar e outros parâmetros.

      Os SCDs captam os sinais das plataformas e os retransmitem para uma estação de recepção e processamento de dados localizada em Cuiabá (MT). De lá, os dados coletados são enviados para a cidade de Cachoeira Paulista (SP) e ficam à disposição, via Internet, de mais de 80 empresas e instituições usuárias do sistema.

1satelite-cbers-4

Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS)

      O Programa Cbers nasceu de uma parceria inédita entre Brasil e China, no setor técnico-científico espacial, assinada em 1988. O objetivo era produzir uma série de satélites de sensoriamento remoto para mapear os dois imensos territórios.

      O Programa contemplou, num primeiro momento, apenas dois satélites: Cbers-1 e 2. Com o sucesso dos primeiros satélites, os dois governos decidiram expandir o acordo e incluir outros três satélites da mesma categoria, denominados Cbers-2B e os Cbers-3 e 4.

      A família de satélites de sensoriamento remoto Cbers trouxe significativos avanços em aplicações espaciais no Brasil. Atualmente, mais de 15.000 usuários estão cadastrados, representando cerca de 1.500 instituições. Já foram distribuídas, gratuitamente, um número superior a 500.000 imagens do Cbers.

      Suas imagens são usadas em importantes campos, como o controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, o monitoramento de recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, ocupação do solo e em educação, entre outras.

      Seu uso também é fundamental para grandes projetos nacionais estratégicos, como o ”Prodes”, de avaliação do desflorestamento na Amazônia, o ”Deter”, de avaliação do desflorestamento em tempo real, e o monitoramento das áreas canavieiras (Canasat).

       O Cbers-3 teve problemas após o lançamento e o Cbers-4 teve seu lançamento adiantado para manter o andamento da missão. Como os Satélites C-bers 1, 2 e 2B já não estão operativos, atualmente, apenas o Cbers-4 encontra-se em atividade.

00Equipamentos Desenvolvidos pela MECTRON para PMM - 1

Plataforma Multimissão ou ”PMM” (em desenvolvimento)

      A Plataforma Multimissão (PMM) que está sendo desenvolvida pela indústria nacional e tem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como interveniente técnico é um conceito moderno em relação à arquitetura de satélites. O propósito é reunir em uma plataforma todos os equipamentos que desempenham funções necessárias à sobrevivência de um satélite, independentemente do tipo de órbita e objetivo da missão. A ideia de separar os componentes dos satélites em uma plataforma que provê serviços básicos e atende a vários tipos de missões ? sendo adaptável a diversas aplicações ? é encontrada nos casos da PMM nacional e no projeto francês Proteus criado pela Comissão Nacional de Estudos Espaciais (CNES).

Os principais subsistemas da PMM são:

  • Estrutura Mecânica
  • Suprimento de Energia
  • Controle de Atitude e Tratamento de Dados
  • Gestão de Bordo
  • Controle Térmico
  • Telemetria, Telecomando e Rastreio
  • Propulsão.

01tp-2014-desbloquear-off

Satélite Amazônia- 1 (em desenvolvimento)

      O Amazônia-1 tem como missão prover dados para o monitoramento ambiental, principalmente dar continuidade e aperfeiçoar o sistema de detecção em tempo real (DETER) do desflorestamento no Brasil. Será o primeiro satélite a utilizar a plataforma multimissão (PMM). O Amazônia-1 consolidará no País a capacidade própria para projetar, desenvolver e fabricar satélites artificiais de observação da Terra, voltados às aplicações de interesse nacional em áreas como recursos minerais, florestais e hídricos, agricultura, meio ambiente, vigilância territorial e monitoramento de desastres ambientais.

      O satélite será composto por um módulo de carga útil com imageador AWFI (Advanced Wide Field Imager), com resolução de 40 m e por um módulo de serviço utilizando a PMM, de desenvolvimento quase que totalmente nacional e com forte participação da indústria.

     A missão objetiva em termos tecnológicos capacitar e tornar o país independente, no futuro, em todo o ciclo de desenvolvimento de satélites desta classe e seus subsistemas. Contratos com indústrias nacionais para o desenvolvimento de subsistemas e equipamentos do satélite estão atualmente em andamento para este propósito.  Instrumento da Missão do Satélite EQUARS

Satélite Cientifíco Lattes (em desenvolvimento)

      Inicialmente o satélite científico Lattes transportaria três missões distintas. A missão Equars consistiria em estudar fenômenos da atmosfera. A missão Mirax tinha como objetivos a observação e o monitoramento de uma região central no núcleo da nossa galáxia, na faixa de raios X. A terceria missão seria uma missão secundária de coleta de dados para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados.

      Entretanto, são instrumentos e ciências completamente diferentes. Elucubraram-se configurações que nunca saíram do papel, que nunca avançaram. Isso, na minha opinião, foi um erro estratégico. Quando a nova direção assumiu – ele é oriundo da Engenharia, e como Coordenador da ETE foi quem deu um passo importante que levou ao desenvolvimento dos satélites CBERS 2B, 3 e 4–, percebeu de imediato que o natural seria retomar a configuração de duas missões separadas. Mais que isso, teve a visão estratégica de que o Instituto deveria se engajar no desenvolvimento de uma plataforma de menor porte para satélites científicos e tecnológicos.

       O MIRAX continuaria como um estudo conceitual, tanto é que agora a parte científica e de desenvolvimento da instrumentação do MIRAX entrou no caminho correto. Serão feitos dois voos com balão estratosférico para testar o conceito da câmara imageadora. Se atender satisfatoriamente os requisitos do que deve ter um instrumento para o monitoramento de fontes de Raios X e Gama, aí se passa para a fase seguinte, que é o desenvolvimento do satélite no conceito do experimento que terá voado em balão com sucesso. Está previsto um lançamento para 2017 e um segundo em 2018, para balão estratosférico.

      E o EQUARS voltou a configuração inicial, só que, como fruto desse histórico, perdemos todos os colaboradores internacionais. Acabamos agora a configuração de cinco instrumentos de cinco grupos diferentes, quatro da CEA e um do CTE. Na minha opinião, isso foi uma perda enorme, mas agora a missão EQUARS entra numa fase de fechamento, de ser realmente um satélite científico, da classe de 100 a 150 quilos, desenvolvido pelo Instituto e que pode ser lançado nos próximos anos. O Plano Diretor anterior teve diversos pontos positivos, mas outros muito negativos. Por outro lado, mesmo nessas histórias tristes, temos que tirar um aprendizado que é ver com muito cuidado o que é factível e o que não é factível de ser feito. Isso foi o que tentamos corrigir na proposta de Plano Diretor 2016-2019 dentro da perspectiva de contribuição da CEA.

      A missão como um todo objetiva capacitar a industria nacional em termos tecnológicos para o desenvolvimento de satélites desta classe e seus subsistemas.

HIHI

 Satélite GPM (em desenvolvimento)

      A missão do GPM-Br foi concebida para prover informações e produtos para os estudos definidos pelo PNAE, fornecendo a partir do espaço informações cíclicas, com relação a dados para a agricultura, energia elétrica, defesa civil, pesca e florestas (fornecer dados para o monitoramento das chuvas).

      Este satélite é a contribuição brasileira para a constelação de satélites que objetiva ampliar os conhecimentos acerca das precipitações no Planeta, melhorando a qualidade dos produtos desenvolvidos pelas equipes de aplicações.

1Projeto Conceitual da Plataforma SARA com Motor Deboost Híbrido

Satélite Sara (em desenvolvimento)

      O projeto tem por objetivo o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade, denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), destinada a operar em órbita baixa, circular, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias. O projeto SARA se encontra em uma fase em que os seus subsistemas serão verificados em um vôo suborbital.

       Esta fase de desenvolvimento de subsistemas, denominada Sara Suborbital, deverá testar em voo o subsistema de recuperação, o subsistema de redes elétricas e o módulo de experimentação. O Sara Suborbital consiste em um veículo de 350 kg, a ser lançado através de um veículo de sondagem VS-40 modificado, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), com a finalidade de realizar experimentos de microgravidade de curta duração (cerca de 8 min).

maxresdefault1

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (em desenvolvimento)

      Em Cannes, cidade ao sul da França, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) passou, em de abril de 2016, por testes para simular as condições encontradas no espaço. Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o satélite será levado para um suporte que o faz vibrar, simulando as condições de lançamento.

      Já em junho e julho está prevista a campanha de testes de comunicações. Dentro de um câmara anecóica, que não reflete as ondas de rádio, serão avaliadas a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais. O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C.

      Os testes fazem parte da fase final de preparação para o lançamento, previsto para o segundo semestre de 2016. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. Veja, na página 49, o infográfico que representa a cobertura do SGDC.

      De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).

      No espaço, por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.

      O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, é um investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.

      A participação dos brasileiros em todas as etapas, construção, montagem e testes, permite a cada um conhecer melhor os procedimentos e também as dificuldades práticas encontradas em cada área de atuação (térmica, mecânica e comunicações). Outros parâmetros devem ser levados em consideração e contornados para que os resultados previstos durante o projeto do satélite, possam ser validados e confirmados durante os ensaios.

      São cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da Agência Espacial Brasileira, Telebras, Visiona, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério da Defesa, que acompanham o processo, cada um dedicado a uma área específica. A presença de profissionais brasileiros, militares e civis, faz parte do processo de absorção de tecnologia. O conhecimento detalhado vai permitir que eles identifiquem e resolvam possíveis falhas de funcionamento que possam vir a surgir durante os 15 anos de vida útil do satélite. A expertise também será útil às organizações em projetos futuros de novos satélites.

      A visão geral sobre o funcionamento, desenvolvimento e fabricação do SGDC é considerada pelas organizações brasileiras como um passo importante para que o Centro de Operações Espaciais (COPE) possa, futuramente, especificar e contratar novos satélites, tanto em relação à infraestrutura de solo como a parte espacial.

      O projeto do Sistema SGDC originalmente prevê um total de três satélites para uso civil e militar. Desde a sua origem, o projeto já sofreu inúmeras mudanças de escopo, prazo e orçamento. Uma mudança recente, em função até do atraso para a escolha do fabricante para o SGDC-1, foi a data prevista para lançamento (agora está oficializado para meados do ano de 2016) e a previsão do cronograma para o SGDC-2. Originalmente, estava previsto que o segundo satélite seria contratado em 2016. Agora, a expectativa do governo é que ele comece a ser contratado somente em 2019 para entrar em operação até o ano de 2022. O terceiro satélite só viria depois disso, caso não se decide por fazer dois de uma vez.

    Outra mudança nos planos iniciais ocorreu no orçamento. O primeiro satélite deveria custar R$ 700 milhões, mas com a variação cambial, o custo está estimado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,1 bilhão. Com a preocupação crescente do governo com a soberania de suas informações, a tendência é que não haja dificuldades para fazer esse ajuste orçamentário, mas é algo que ainda precisará ser discutido com o governo.

   Referências:

  1. http://www.aeb.gov.br/saiba-mais/
  2. http://www.inpe.br/acessoainformacao/node/405
  3. http://www.aereo.jor.br/2016/05/28/satelite-de-defesa-e-comunicacoes-estrategicas-em-fase-de-testes/
Padrão
PLATAFORMAS ORBITAIS, Sem categoria

SATÉLITES ARTIFICIAIS

O que são Satélites Artificiais?

       O Satélites Artificiais são engenhos colocados no espaço, na órbita da Terra ou de outro corpo celeste. A órbita é definida em função de diversos parâmetros, tais como: raio (ou excentricidade e semi-eixo maior, para órbitas elípticas), inclinação do plano da órbita e período de revolução. Dois tipos de planos de órbita são particularmente interessantes. O primeiro, chamado de órbita polar, caracteriza-se por ser próximo ao eixo de rotação da Terra, permitindo passagens sobre todo o globo terrestre. No segundo caso, o plano de órbita coincide com o plano do Equador e é conhecido como órbita equatorial.

    Uma órbita polar pode ser dimensionada de forma que seu plano permaneça perpendicular à reta que une a Terra ao Sol, para que o satélite fique permanentemente exposto aos raios solares e deles obtenha, ininterruptamente, energia para seu funcionamento. Esse tipo de órbita é denominadaheliossíncrona.

       A altitude que a órbita do satélite terá define o período de revolução: quanto mais alta, mais lentamente o satélite girará em torno da Terra. Por exemplo, todos os satélites colocados numa órbita de 36 mil km de altitude completam um giro em torno da Terra em, aproximadamente, 24 horas, coincidindo, portanto, com o período de rotação da Terra. Essa órbita é denominada geossíncrona. Se a órbita for equatorial, o satélite parecerá imóvel visto da Terra, sendo denominado, então, satélite geoestacionário.

Quais os tipos de satélite existentes?

      A construção de satélites artificiais começou na década de 1950, quando americanos e soviéticos competiam na corrida espacial. Em 1957, os satélites artificiais foram colocados em órbita, sendo o primeiro o Sputinik I, lançado pelos soviéticos. Segundo a Agência Espacial Brasileira, quase 4,5 mil outros engenhos foram lançados após o Sputinik I. Os tipos de satélite são:

     • Comunicação
É o tipo de satélite mais conhecido. Distribui sinais de telefonia, Internet e televisão. A maioria usa a órbita geoestacionária (equatorial), ou seja, acompanha o movimento de rotação da terra, a 36.000 km de altitude, apontando sempre para o mesmo lugar.

     • Navegação
Uma constelação de 24 satélites ao redor da Terra, a cerca de 20.000 km de altitude, forma o GPS, sigla em inglês para Sistema de Posicionamento Global. Esse sistema é controlado pelos Estados Unidos, mas pode ser utilizado por todos aqueles que têm um aparelho receptor, detectando sua posição na Terra. O Glonass é o sistema de navegação russo, e o Galileu, da União Europeia.

Meteorológico
Usado para monitorar o tempo e o clima da Terra. Formações de nuvens, luzes das cidades, queimadas, efeitos de poluição, aurora, tempestades de raios e poeira, superfícies cobertas por neve e gelo e os limites das correntes oceânicas são algumas informações ambientais coletadas por meio dos satélites meteorológicos. Os SCDs e o próprio CBERS integram o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais.

Militar
Um satélite militar equipado com câmeras que funcionam no infravermelho (o que possibilita a identificação de alvos no escuro ou camuflados) consegue fotografar territórios com grande precisão.

Exploração do Universo
É o satélite que carrega telescópios para observar o céu. O mais conhecido telescópio acoplado a um satélite é o Hubble, que desde 1990 produz imagens astronômicas incríveis e únicas. O satélite Lattes, que está sendo desenvolvido no INPE, terá como missão ajudar as pesquisas na área de Clima Espacial e Astronomia.

Observação da Terra
Tem como missão monitorar o território e, para isso, carrega câmeras que registram imagens com diferentes resoluções espaciais. O CBERS, desenvolvido por Brasil e China, é um satélite de observação da Terra e trabalha a 780 km de altitude, em órbita polar, ou seja, no sentido norte-sul. Além do CBERS, o INPE trabalha no desenvolvimento de dois outros satélites desse tipo: o Amazônia e o MAPSAR. Este último será equipado com um radar que permitirá registrar imagens do território à noite ou mesmo quando ele estiver coberto por nuvens. O Google Earth, que você consulta na Internet, utiliza imagens de altíssima resolução, como as do satélite americano IKONOS, para gerar seus mapas.

Qual a vantagem Militar do Brasil ter seus próprios Satélites?

     Existem diversas vantagens militares do Brasil possuir seus próprios satélites, inclusive no quesito financeiro, mas entre estas vantagens destaco as seguintes:

    – Identificação e/ou confirmação de alvos compensadores com emprego de biblioteca espectral;

     – Detecção e acompanhamento de alvos terrestres estáticos, de forma permanente, e de alvos em movimento em movimento, com restrições;

     – Coleta de dados como relevo, vegetação, hidrografia e planimetria em locais de difícil acesso, como o interior da Amazônia ou de locais sob domínio de Força Adversa, sendo assim, tornando possível a integração do Terreno e Inimigo com outros fatores de planejamento operacional;

    – Detecção de eventos extremos, como fortes chuvas, ciclones, diretamente relacionados com a Integração das Condições Meteorológicas ao planejamento;

    – Comunicações Militares, sem as quais não é possível realizar o combate, ainda mais nos tempos atuais, em que a comunicação também envolve o controle de meios de combate como as ARP.

      Por fim, podemos afirmar que o Brasil é um país com uma grande extensão territorial e, desta forma, o fato de ter satélites brasileiros, além da possibilidade de não necessitar depender de outros países para obter imagens territoriais, faz com que algumas atividades possam ser realizadas com maior eficiência. Além do exposto, esta área, vem atrelada a um avanço no desenvolvimento tecnológico que beneficiará várias outras áreas, desde as que trabalham no desenvolvimento dos satélites até as que utilizam os dados oriundos dos mesmos.

Referências:

  1. http://www.aeb.gov.br/saiba-mais/
  2. http://www.inpe.br/acessoainformacao/node/405
Padrão
PLATAFORMAS ORBITAIS, Sem categoria

SATÉLITES ALEMÃES VOCACIONADOS AOS MAPAS 3D

    No dia 21 de Junho de 2010, foi lançado em órbita o satélite TanDEM-X, com a missão de compilar o mais preciso mapa em 3D da superfície da Terra.

    O radar alemão voa em formação com um outro satélite idêntico, chamado TerraSAR-X, lançado em 2007. Juntos, os dois satélites podem medir a variação de altura em todo o globo. O mapa em três dimensões pode ser usado para vários fins, entre eles, auxiliar aviões militares a voar em alturas extremamente baixas e ajudar equipes de resgate a avaliar onde foram os piores estragos após um terremoto, por exemplo.

r35884_9_elevation10_bali-indonesia

     O TanDEM-X foi levado para o espaço por um míssil balístico intercontinental adaptado, partindo do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

     Quando posicionado em órbita, passou a ser empregado com seus radares que emitem pulsos constantes de microondas contra a superfície do planeta. Ao medir o tempo que sinais levam para retornar à sua fonte de origem os instrumentos determinam as diferenças de altura.

     O fato de os dois satélites estarem em formação tão próxima permite que um deles aja como um transmissor/receptor e o outro como um segundo receptor.

     No que tange a aplicações, as observações por radar já têm extenso uso em aplicações militares, civis e científicas, como pode ser verificado nas avaliações de fenômenos como a erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, e o vazamento de petróleo no Golfo do México.

     A visão de microondas do TerraSAR-X permitiu que especialistas pudessem acompanhar e avaliar o status do vulcão islandês apesar de ele estar coberto por uma nuvem de cinzas. E no caso do vazamento, o satélite pode acompanhar o avanço da mancha de óleo no mar durante o dia e à noite, graças aos sinais de radar refletidos das água poluída.

    Além do que foi dito até aqui, operadores de celulares, por exemplo, podem usar o modelo digital de elevação para escolher os melhores locais para a instalação de mastros; o setor de aviação pode usar os dados para planejar rotas aéreas mais seguras; planejadores urbanos podem avaliar riscos de enchentes com mais precisão e autoridades marítimas poderão usar a informação para rastrear piratas e navios de pesca ilegais.

_48126100_00_tandem-x_dem_h_henmodell

      Uma das principais capacidades destes satélites, para emprego em Operações Militares, é a possibilidade de gerar MDE mais precisos, quando comparado com outras fontes consagradas como o SRTM (90 e 30m) e o ASTER (30m) , que já foram citados em posts anteriores. Sua melhor escala espacial varia entre 1 e 12 metros contra 30 metros dos outros dois sistemas anteriormente descritos.

TERRASAR-X (10M)

r33151_155_worlddem_arkansas_usa_thumbnail

SRTM (30m)

r33149_155_srtm30_arkansas_usa_thumbnail

     A missão TerraSAR-X/TanDEM-X é operada por uma parceria público-privada. A Agência Espacial Alemã é dona do hardware, a EADS Astrium construiu os satélites e a Infoterra GmbH tem os direitos comerciais exclusivos sobre os dados.

_48124243_terrasar_tandem

    Já há planos para lançar um outro satélite, para dar continuidade ao trabalho desta missão. O próximo passo seria uma tecnologia de alta resolução e de grande alcance que permitiria que imagens de grande escala da superfície, extremamente detalhadas, sejam registradas em uma única passagem.

Referência:

Padrão
PLATAFORMAS ORBITAIS, Sem categoria

DADOS ASTER COM ACESSO ILIMITADO

      Para os trabalhos de identificação de alvos e mapeamento de áreas de operações, seja com perspectivas bidimensionais ou tridimensionais, é muito importante a disponibilidade de imagens de média, alta ou altíssima resoluções, como apoio ou mesmo como fonte de dados, para os diversos tipos de produtos necessários. Um destes sensores, que possui imagens de boa qualidade é o ASTER.

       O sensor ASTER (Advanced Spacebone Thermal Emission and Reflection Radiometer) é um dos instrumentos a bordo do Satélite TERRA (EOS-AM1), o qual foi lançado em 18 de Dezembro de 1999, como o primeiro sistema de observação da Terra da NASA e encontra-se em funcionamento até hoje.  Seu desenvolvimento foi uma parceria entre a NASA, o Ministério de Economia, Comércio e Indústria (METI) do Japão, o Instituto Nacional de Ciência Industrial Avançada e Tecnologia (AIST) do Japão, e a empresa sistemas espaciais Japão (J-spacesystems).

      O ASTER consiste em três subsistemas de sensores: VNIR (Visible and Near Infrared), SWIR (Shortwave Infrared) e TIR (Thermal Infrared). As imagens ASTER apresentam 14 bandas ou canais espectrais dando cobertura radiométrica desde o espectro visível até o espectro do infravermelho térmico.

      Adicionalmente à visada vertical, o sistema possui um segundo sensor com visada para trás da mesma órbita, que registra só no espectro do infravermelho próximo (IVP), a qual permite gerar pares estereoscópicos, junto à banda nadiral no IVP, e por consequência, permite gerar um Modelo Digital de Elevação (MDE). O ASTER é o instrumento de mais alta resolução espacial do satélite EOS AM-1 e o único que não adquire os dados continuamente.

      As imagens ASTER são disponibilizadas em vários níveis de correções, dos quais, o nível “1A” é o mais simples, com as imagens individuais e os dados radiométricos e geométricos, para realizar todas as correções, tendo sido adquiridas de forma paga até março deste ano. 

      Em 01 de abril de 2016, o Centro norte americano ”Land Processes Distributed Active Archive Center” (LP DAAC) começou a distribuir imagens da Terra do sensor ASTER, capturadas ao longo de todo o globo, sem nenhum custo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

      Anteriormente, somente produtos selecionados dos Estados Unidos e seus territórios e um produto global de elevação estavam disponíveis publicamente. Novas cenas serão distribuídas das que serão adquiridas e das arquivadas. O LP DAAC funciona como uma parceria entre o ”United States Geological Survey” (USGS), o ”National Aeronautics and Space Administration” (NASA) e a sua divisão de observação da Terra,  ”Earth Observing System Data and Information System” (EOSDIS).

      Por fim, fica nítido o ganho advindo desta nova possibilidade ”gratuita” de aquisição de imagens ópticas de média resolução e, principalmente, de imagens de radar (pares estereoscópicos) com resolução de 30 metros, ideais para a geração de Modelos Digitais de Elevação e, por consequência, para das técnicas que envolvam o estudo do terreno em operações.

REFERÊNCIA: 

-https://lpdaac.usgs.gov/user_resources/outreach_materials/aster_no_charge_promo, visitado em 06-04-2016.

-http://earthexplorer.usgs.gov/

Padrão