GEOINTELIGÊNCIA

MAPAS OFFLINE PARA ANDROID

OBJETIVO: Leitura de cartas e mapas como pano de fundo de aplicativos de orientação por posicionamento global, rodando em dispositivos móveis, com sistema operacional Android.

 

  1. DESCRIÇÃO GERAL

        Este tutorial visa realizar a conversão de cartas topográficas baixadas em formato de imagens ( ‘TIF’ com dados ‘XML’ ), do site do BDGEx, bem como das cartas ou mapas produzidos pelos analistas de Geoint em programas de SIG (ArcGIS e QGIS) em formatos diversos ( ‘JPG’, ‘BMP’, ‘PNG’,’TIF’ ), para um formato legível pelo programa AlpineQuest para um dispositivo móvel com sistema Android.

  1. SOFTWARES NECESSÁRIO

          a. Aplicativo AlpineQuest

19

            O AlpineQuest GPS é uma aplicação GPS com mapas topográficos desenhados para suprir as necessidades do desportista que pratica desportos ao ar livre, como a escalada, caminhadas, caça, navegação e outras atividades similares.

           A aplicação vem com uma bússola integrada e permite não só que se veja posição atual no mapa, mas acompanhe a posição em movimento, mostrando coordenadas com informação sobre altitude e latitude.

          Como é de esperar deste tipo de aplicações, poderá estabelecer pontos de referência para marcar áreas específicas. Estas áreas permanecerão no mapa virtual até que as queira editar ou eliminar.

         Além do que foi mostrado, o AlpineQuest GPS tem uma enorme lista de estatísticas que lhe mostrarão coisas que vão desde a distância percorrida em cada evento, até à altura máxima que atingiu, assim como o tempo que gastou.

         b,Programa Mapc2mapc

20

         O MAPC2MAPC é um programa do Windows (com mais de 3000 usuários em mais de 50 países) para manipular mapas digitais e convertê-los entre diferentes plataformas e softwares. Os formatos de saída incluem mapas para os principais sistemas e dispositivos móveis – “Android”, iPhone, Garmin, Magellan, Symbian, Windows Phone, entre outros.

          c.Plugin GDAL (1600-2.0.0-64x)

       GDAL é uma biblioteca de tradutores para formatos de dados geoespaciais de imagens e vetores que são lançados sob uma licença Open Source de estilo X / MIT pela Open Source Geospatial Foundation.

            Como uma biblioteca, apresenta um único modelo de dados abstratos de imagens e um modelo de dados de resumo de vetor único para o aplicativo de chamada para todos os formatos suportados. Ele também vem com uma variedade de úteis utilitários de linha de comando para tradução e processamento de dados.

  1. AQUISIÇÃO DOS SOFTWARES

         a. Aplicativo AlpineQuest:

        Baixar aplicativo direto na loja de aplicativos para dispositivos Android, na GOOGLE PLAY.

         b. Programa Mapc2mapc

           Para começar, baixe e instale a versão mais recente do MAPC2MAPC, neste link da página de download (versão mais recente, de 3 de novembro de 2017, é a 570). Se você tiver um sistema operacional de 64 bits, então, obtenha a versão de 64 bits, caso contrário, a versão de 32 bits. Funcionalmente, eles são os mesmos, mas os sistemas operacionais de 32 bits têm um limite na memória do programa de 2-3GB, mesmo quando você tem muita memória física – então a versão de 64 bits tratará mapas maiores.

        Até que você se registre e adquira a versão paga, as imagens do mapa terão X vermelhos dispersos sobre eles, mas o programa ainda faz tudo. A compra do registro é de 15 libras esterlinas. O preço inclui suporte por e-mail e todas as versões futuras.

          O registro é pessoal e pode ser usado em qualquer máquina. Fazer contato pelo e-mail, que está no site, se precisar de licenças para uso múltiplo. Clique aqui para comprar.

            c. Plugin GDAL

            Este programa, é apenas um plugin, ou seja, após descompactar e executar, ele não aparecerá visualmente para uso, mas estará integrado ao programa MAPC2MAPC.

              A versão mais recente, (3 de novembro de 2017 é 570) – link abaixo. Se você tiver problemas para descompactar o arquivo, tente “7Zip”. Em seguida, execute a instalação “exe” que descompactar de dentro do arquivo zip.

            As preferências são gravadas em Configurações Locais / Dados da Aplicação ou o equivalente, dependendo da sua versão do Windows e serão preservados quando uma nova versão for instalada.

           Se resolver, por algum motivo, baixar este plugin de outro site, use no mínimo a versão “1600-2.0.0-64x” como referência.

             Se algum software anti-vírus relatar um vírus TB / Dropper em algumas versões, é um “falso positivo”. Se você estiver preocupado, use um antivirus para verificar o link de download.

Site: http: //www.gdal.org

Download: //http.download.osgeo.org

          Após instalado, abra o programa MAPC2MAPC e apenas nesta primeira abertura, após instalação do GDAL, deverá abrir uma pequena janela com a mensagem, indicando que ele está integrado corretamente.

   d. Programa Google Earth Pró: baixado gratuitamente através do site https://www.google.com/earth/download/gep/agree.html

  1. PROCESSO DE CONVERSÃO

       Existem dois tipos de mapas ou cartas que podem ser de interesse para converter para o uso em dispositivos móveis. As imagens com dados georreferenciados em Geotiff (dois ou três arquivos separados, de imagem e metadados de coordenadas, ou mesclados, num só arquivo da própria imagem) e as imagens sem dados de georreferência (.jpg, .png, .bmp, .tif, entre outros).

         a. Conversão de imagens com dados de georreferencia ou calibradas

        Para facilitar a utilização, após os programas e aplicativos necessários terem sido adquiridos, baixe uma carta no site do BDGEx em formato “TIF” e seu arquivo “XML” (com estes dois arquivos, é possível fazer a conversão de forma direta usando o programa mapc2mapc), para testar a realização dos procedimentos de conversão.

        Com o arquivo de imagem da carta e o arquivo xml na máquina, abra o programa MAPC2MAPC e siga o passo a passo disponibilizado em seguida, auxiliado pelas imagens descritivas.

        Passos 01 e 02: Primeiro clique na aba “File”, da barra de ferramentas superior, onde uma nova aba será aberta, nela deverá se clicar na aba “Wizard Mode”

1

2

         Passos 03, 04 e 05: Um novo layout aparecerá com cinco opções, clique na primeira opção “Load a map with calibration” (carregar mapas calibrados, ou seja, já com dados de georreferência), em seguida, escolha o arquivo de imagem “TIF” que pretende converter e clique em “Abrir”.

3

4

       Passos 06, 07 e 08: Após carregar o arquivo para conversão, o layout mudará novamente, com cinco novas opções, clique na terceira opção “Save the map a mobile application” (salve o mapa para um aplicativo de celular), uma nova janela será aberta. Nesta janela, com o nome de vários aplicativos, clique em “Alpinequest” e em “OK”.

56

         Passo 09: Aguarde o processo de conversão acompanhando as barras verdes que irão aparecer na parte inferior do layout do programa. Após o processo terminar, caso tenha aparecido nenhuma mensagem de erro durante sua execução, será criado um arquivo com extensão “AQM” no mesmo local (diretório ou pasta) em que o arquivo de imagem “TIF” original estava, inclusive com o mesmo nome, mantendo apenas a extensão diferente para diferencia-lo.

7

          b. Conversão de imagens sem dados de georreferencia

      Com o arquivo de imagem não georreferenciado (.jpg, .bmp, .png, .tif, ou outros diversos ) na máquina, abra o programa Google Earth Pró e siga o passo a passo disponibilizado em seguida, auxiliado pelas imagens descritivas.

         Passos 01 e 02: Primeiro clique na aba “Adicionar”, da barra de ferramentas superior, onde uma nova aba será aberta, nela deverá se clicar na aba “Superposição de imagem”.

89

10

    Passos 03, 04 e 05: Um novo layout aparecerá, bem como uma grade para posicionamento da imagem a ser sobreposta, Clique no ícone “Navegar…” (carregar a imagem do mapa de interesse, sem os dados de georreferência), e em seguida, clique em “Abrir”. A imagem aparecerá sobreposta a imagem do google na posição da grade.

11

      Passos 06, 07 e 08: Após carregar a imagem de interesse, use o botão “transparência”, para direita ou esquerda, de forma a aumentar a transparência da imagem sobreposta e poder encaixa-la na imagem do google. Para isso, deverá agir, com o mouse, nos vértices da grade para esticar a imagem para a direção que for necessária (conforme as setas na imagem de apoio), e na cruz ao centro para movimenta-la como um todo. Quando a imagem estiver coincidente, clique em “OK”.

1213

          Passos 09 e 10: Após clicar em “OK”, será gerado um arquivo “KMZ”, que poderá ser visualizado, no local de visualização de arquivos tradicional do google, na lateral esquerda. Clique com o botão direito do mouse sobre este arquivo e uma nova aba aparecerá. Nesta nova aba, clique em “Salvar lugar como”.

1415

         Passos 11 e 12: Escolha o lugar onde o arquivo deve ser salvo, nomeie conforme o interesse e clique em “Salvar”. Será gerado um arquivo em formato “KMZ” da imagem de interesse.

16

        O arquivo “KMZ” gerado, pode ser utilizado diretamente no programa MAPC2MAPC e ser convertido em “AQM”, para ser lido por dispositivos móveis. Para isso, basta seguir os procedimentos já descritos no ítem “b” desta seção.

  1. ENVIO E ABERTURA DA IMAGEM NO DISPOSITIVO MÓVEL

       Após a conversão da imagem de interesse, identifique o arquivo com extensão “AQM” correspondente, anexe-o em uma mensagem de e-mail e envie para uma conta que possa ser acessada do dispositivo celular de destino, que já tenha o AlpineQuest instalado.

     No celular de destino, deve ser aberta a conta de e-mail e clica-se no arquivo em anexo, iniciando o processo de download. Quando o download do arquivo “AQM” for concluído, clique no mesmo e ele será aberto diretamente no AlpineQuest. A partir deste momento, esta imagem de carta ou mapa, já se encontra na biblioteca do aplicativo, podendo ser utilizada, editada ou apagada.

Autor: Evenuel Viana Veloza.

Data da criação13 de Novembro de 2017.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

http://www.the-thorns.org.uk/mapping/

http://www.gdal.org/

https://www.google.com/earth/

http://www.geoportal.eb.mil.br/mediador/

http://www.alpinequest.net/

http://download.osgeo.org/

https://play.google.com/

https://www.e-education.psu.edu/geog479/node/4 (Folheto TRADOC 525-7-8 e FM 3-38)

http://docplayer.com.br/15489760-Geointelligence-brasil-2014.html

17

“Uma imagem, vale mais que mil palavras. Unitas est Fortitudo”

 

Padrão
Sem categoria

País começa a construir Satélite 100% feito pela Industria Nacional

     Começou a ser desenvolvido, a partir do dia 21 de maio, o projeto do primeiro satélite 100% feito pela indústria nacional. Com a assinatura do contrato para o projeto, em Florianópolis (SC), a unidade Embrapii Instituto Senai de Inovação e a empresa Visiona Tecnologia Espacial iniciaram o desenvolvimento de um programa orçado em R$ 7,8 milhões, dos quais R$ 2,6 milhões serão financiados sem reembolso pela Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

       O objetivo é colocar o satélite em órbita a partir de 18 meses, após o desenvolvimento do segmento espacial e do sistema de terra – com estação para controle e rastreio do satélite –, e utilizá-lo para experiências a partir da coleta de dados e imagens.

   Além de o país avançar na indústria espacial, entre as possibilidades estão o monitoramento da agricultura e da pecuária em locais afastados, o controle de frotas de ônibus escolares e até mapas de calor para definir a distribuição de unidades de ensino em determinado lugar.

     De acordo com Pierre Mattei, diretor de inovação do Senai de Santa Catarina, com o projeto o país poderá avançar em seu nível de maturidade para as tecnologias que faltam ao Brasil. “É um projeto absolutamente estratégico, vai permitir geração de empregos e produtos de alto valor agregado, que vão gerar impostos”, afirmou.

     O satélite será o primeiro a ser desenvolvido pela indústria, mas outros do gênero já foram feitos no país. “Temos alguns 100% nacionais feitos por universidades, mas a indústria nunca lançou um satélite completo, feito totalmente pela indústria nacional”, disse.

     A intenção é desenvolver um satélite de pequenas dimensões que atinja 600 Km de altitude — considerada baixa — e tenha peso de 11 quilos.

      Sem foguete

     Um empecilho para definir a data exata do lançamento é o fato de o Brasil não dispor de um foguete lançador: “Vamos olhar no mundo quais foguetes serão lançados em 18 meses, verificar um disponível e aí o contratamos, a partir da altura e formato que desejamos”, afirmou Mattei.”

   Diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães disse que o satélite terá enorme importância para a agricultura de precisão e para as cidades inteligentes. “Muitos setores serão beneficiados com esse tipo de atividade. Esse projeto fazia muita falta, pois o Brasil precisa desenvolver seus próprios satélites”, disse.

   A Embrapii está em seu quarto ano de operação e prevê ultrapassar nos próximos quatro meses o montante de R$ 1 bilhão aplicados em inovação. Em 2015, eram 10 as empresas beneficiadas e, hoje, são 340. “Passamos de 9 projetos para 470, e de R$ 10 milhões para R$ 740 milhões aplicados no período”, afirmou.

Fonte de notícia: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2018/05/pais-comeca-a-construir-satelite-100-feito-pela-industria-nacional.shtml

Imagem em destaque: Projeto Serpens, da Agência Espacial Brasileira. https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2014/03/inventor-do-nanosatelite-vai-avaliar-projetos-brasileiros-antes-do-lancamento-4455181.html

Padrão
Sem categoria

Brasil e EUA criam fórum bilateral para repartir dados estratégicos

     Lançado no dia 22 de maio, em meio a reuniões bilaterais dos dois países para debater a situação da Venezuela, o Fórum de Segurança Brasil-Estados Unidos promete incrementar a parceria no compartilhamento de inteligência e informações em crimes com abrangência internacional como lavagem de dinheiro, tráfico de armas e de pessoas, crimes cibernéticos, terrorismo e narcotráfico.

     A informação foi prestada pelo pelo vice-secretário de Estado dos EUA, John J. Sullivan, número dois do Departamento de Estado, durante o lançamento. “Os desafios de segurança estão se tornando cada vez mais complexos e internacionais, e abordar esses desafios exige resposta sofisticada”, disse o secretário.

     Segundo Sullivan, a intenção é compartilhar informações entre agência e atores que tenham atuação em cada uma dessas áreas. “Acreditamos que esse foro não deve ser simplesmente algo intangível, devemos ter resultados concretos, e juntos sinalizar para aprofundar acordos em andamento”, acrescentou.

     O ministro interino das Relações Exteriores, embaixador Marcos Galvão, destacou que o mecanismo busca criar condições favoráveis para a articulação entre agências de governo e o desenvolvimento de estratégias operacionais.

     “Agências já desenvolveram nos últimos anos um importante marco nessa área, principalmente a partir das Olimpíadas, em 2016. Essa cooperação firmada hoje passa a responder ainda mais às necessidades reais de segurança pública”, disse. “O formato criado permite estruturar melhor as iniciativas, aprofundando a cooperação já existente”, acrescentou.

     O Fórum começou a ser planejado no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente norte-americano Barack Obama, em 2015. Mas as negociações foram suspensas ainda em 2015, depois que vazou a existência de monitoramento das conversas telefônicas da presidente e altos funcionários do governo brasileiro pela inteligência norte-americana.

       A primeira reunião de trabalho do Fórum está prevista para ser realizada ainda este ano, em Washington, DC.

       Venezuela
Além do lançamento do fórum, também foram realizadas reuniões para discutir temas como comércio e investimento, cooperação espacial, e defesa. “O secretário-geral e o vice-secretário celebraram a troca de notas que completa o processo de ratificação do Acordo sobre Transportes Aéreos (acordo ‘Céus Abertos’). Eles também saudaram a retomada das negociações do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas”, informou o Itamaraty em nota.

     Na ocasião, também foi debatida a situação da Venezuela. Um dos tópicos de conversação foi “o apoio regional à restauração da democracia” no país vizinho.

     “A ocasião também serviu para uma troca de ideias a respeito das questões regionais mais relevantes, incluindo a resposta à crise política, econômica e humanitária na Venezuela, à luz do pleito de 20 de maio que careceu de legitimidade e credibilidade, bem como questões globais, com destaque para a desnuclearização da Península Coreana”, disse o Itamaraty.

Fonte: Portal EBC

Disponível em: https://www.labgis.uerj.br/noticias/brasil-e-eua-criam-forum-bilateral-para-repartir-dados-estrategicos#more-9502

Padrão