PLATAFORMAS ORBITAIS, Sem categoria

SATÉLITES NACIONAIS

LANÇAMENTO-DE-NANOSSATÉLITE-BRASILEIRO-OBTEVE-SUCESSO

 Nanossatélites

      O primeiro nanossatélite brasileiro NanosatC-Br1, foi lançado em 19 Junho de 2014, e passou a manter contato com as bases de monitoramento já no dia seguinte. Desenvolvido com recursos da Agência Espacial Brasileira (AEB) e lançado na base de Yasny – Rússia, o cubesat envia a sua localização por código Morse.

      As informações enviadas são recebidas pelas Estações Terrenas de Rastreio e Controle de Nanossatélite do Programa NanosatC-BR da Universidade Federal de Santa Maria e a do Ita/Inpe. O objetivo do cubesat é monitorar a intensidade e mapear o campo magnético sobre a América do Sul, explica Jean Batana, coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Diretoria de Satélites e Aplicação da AEB.

      “Os nanossatélites são importantes para o desenvolvimento da tecnologia espacial brasileira, além de motivar estudantes. É uma forma de congregar entre eles o trabalho na área espacial” fomenta José Raimundo Coelho, presidente da AEB.

       O NanosatC-Br1 foi desenvolvido pelo Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE), é também o primeiro cubesat universitário brasileiro a ser lançado.

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Satélites de Coletas de Dados (SCD)

     O primeiro satélite brasileiro lançado foi o SCD-1. Para conhecer a diversidade ambiental do nosso território, o Brasil projetou e construiu dois Satélites de Coleta de Dados (SCDs). Lançados em 1993 (SCD-1) e em 1998 (SCD-2), eles permitem, juntamente com as plataformas terrestres de coletas de dados, conhecer o nível e a qualidade da água nos rios e represas, a quantidade de chuva, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar, a temperatura do ar e outros parâmetros.

      Os SCDs captam os sinais das plataformas e os retransmitem para uma estação de recepção e processamento de dados localizada em Cuiabá (MT). De lá, os dados coletados são enviados para a cidade de Cachoeira Paulista (SP) e ficam à disposição, via Internet, de mais de 80 empresas e instituições usuárias do sistema.

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Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS)

      O Programa Cbers nasceu de uma parceria inédita entre Brasil e China, no setor técnico-científico espacial, assinada em 1988. O objetivo era produzir uma série de satélites de sensoriamento remoto para mapear os dois imensos territórios.

      O Programa contemplou, num primeiro momento, apenas dois satélites: Cbers-1 e 2. Com o sucesso dos primeiros satélites, os dois governos decidiram expandir o acordo e incluir outros três satélites da mesma categoria, denominados Cbers-2B e os Cbers-3 e 4.

      A família de satélites de sensoriamento remoto Cbers trouxe significativos avanços em aplicações espaciais no Brasil. Atualmente, mais de 15.000 usuários estão cadastrados, representando cerca de 1.500 instituições. Já foram distribuídas, gratuitamente, um número superior a 500.000 imagens do Cbers.

      Suas imagens são usadas em importantes campos, como o controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, o monitoramento de recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, ocupação do solo e em educação, entre outras.

      Seu uso também é fundamental para grandes projetos nacionais estratégicos, como o ”Prodes”, de avaliação do desflorestamento na Amazônia, o ”Deter”, de avaliação do desflorestamento em tempo real, e o monitoramento das áreas canavieiras (Canasat).

       O Cbers-3 teve problemas após o lançamento e o Cbers-4 teve seu lançamento adiantado para manter o andamento da missão. Como os Satélites C-bers 1, 2 e 2B já não estão operativos, atualmente, apenas o Cbers-4 encontra-se em atividade.

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Plataforma Multimissão ou ”PMM” (em desenvolvimento)

      A Plataforma Multimissão (PMM) que está sendo desenvolvida pela indústria nacional e tem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como interveniente técnico é um conceito moderno em relação à arquitetura de satélites. O propósito é reunir em uma plataforma todos os equipamentos que desempenham funções necessárias à sobrevivência de um satélite, independentemente do tipo de órbita e objetivo da missão. A ideia de separar os componentes dos satélites em uma plataforma que provê serviços básicos e atende a vários tipos de missões ? sendo adaptável a diversas aplicações ? é encontrada nos casos da PMM nacional e no projeto francês Proteus criado pela Comissão Nacional de Estudos Espaciais (CNES).

Os principais subsistemas da PMM são:

  • Estrutura Mecânica
  • Suprimento de Energia
  • Controle de Atitude e Tratamento de Dados
  • Gestão de Bordo
  • Controle Térmico
  • Telemetria, Telecomando e Rastreio
  • Propulsão.

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Satélite Amazônia- 1 (em desenvolvimento)

      O Amazônia-1 tem como missão prover dados para o monitoramento ambiental, principalmente dar continuidade e aperfeiçoar o sistema de detecção em tempo real (DETER) do desflorestamento no Brasil. Será o primeiro satélite a utilizar a plataforma multimissão (PMM). O Amazônia-1 consolidará no País a capacidade própria para projetar, desenvolver e fabricar satélites artificiais de observação da Terra, voltados às aplicações de interesse nacional em áreas como recursos minerais, florestais e hídricos, agricultura, meio ambiente, vigilância territorial e monitoramento de desastres ambientais.

      O satélite será composto por um módulo de carga útil com imageador AWFI (Advanced Wide Field Imager), com resolução de 40 m e por um módulo de serviço utilizando a PMM, de desenvolvimento quase que totalmente nacional e com forte participação da indústria.

     A missão objetiva em termos tecnológicos capacitar e tornar o país independente, no futuro, em todo o ciclo de desenvolvimento de satélites desta classe e seus subsistemas. Contratos com indústrias nacionais para o desenvolvimento de subsistemas e equipamentos do satélite estão atualmente em andamento para este propósito.  Instrumento da Missão do Satélite EQUARS

Satélite Cientifíco Lattes (em desenvolvimento)

      Inicialmente o satélite científico Lattes transportaria três missões distintas. A missão Equars consistiria em estudar fenômenos da atmosfera. A missão Mirax tinha como objetivos a observação e o monitoramento de uma região central no núcleo da nossa galáxia, na faixa de raios X. A terceria missão seria uma missão secundária de coleta de dados para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados.

      Entretanto, são instrumentos e ciências completamente diferentes. Elucubraram-se configurações que nunca saíram do papel, que nunca avançaram. Isso, na minha opinião, foi um erro estratégico. Quando a nova direção assumiu – ele é oriundo da Engenharia, e como Coordenador da ETE foi quem deu um passo importante que levou ao desenvolvimento dos satélites CBERS 2B, 3 e 4–, percebeu de imediato que o natural seria retomar a configuração de duas missões separadas. Mais que isso, teve a visão estratégica de que o Instituto deveria se engajar no desenvolvimento de uma plataforma de menor porte para satélites científicos e tecnológicos.

       O MIRAX continuaria como um estudo conceitual, tanto é que agora a parte científica e de desenvolvimento da instrumentação do MIRAX entrou no caminho correto. Serão feitos dois voos com balão estratosférico para testar o conceito da câmara imageadora. Se atender satisfatoriamente os requisitos do que deve ter um instrumento para o monitoramento de fontes de Raios X e Gama, aí se passa para a fase seguinte, que é o desenvolvimento do satélite no conceito do experimento que terá voado em balão com sucesso. Está previsto um lançamento para 2017 e um segundo em 2018, para balão estratosférico.

      E o EQUARS voltou a configuração inicial, só que, como fruto desse histórico, perdemos todos os colaboradores internacionais. Acabamos agora a configuração de cinco instrumentos de cinco grupos diferentes, quatro da CEA e um do CTE. Na minha opinião, isso foi uma perda enorme, mas agora a missão EQUARS entra numa fase de fechamento, de ser realmente um satélite científico, da classe de 100 a 150 quilos, desenvolvido pelo Instituto e que pode ser lançado nos próximos anos. O Plano Diretor anterior teve diversos pontos positivos, mas outros muito negativos. Por outro lado, mesmo nessas histórias tristes, temos que tirar um aprendizado que é ver com muito cuidado o que é factível e o que não é factível de ser feito. Isso foi o que tentamos corrigir na proposta de Plano Diretor 2016-2019 dentro da perspectiva de contribuição da CEA.

      A missão como um todo objetiva capacitar a industria nacional em termos tecnológicos para o desenvolvimento de satélites desta classe e seus subsistemas.

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 Satélite GPM (em desenvolvimento)

      A missão do GPM-Br foi concebida para prover informações e produtos para os estudos definidos pelo PNAE, fornecendo a partir do espaço informações cíclicas, com relação a dados para a agricultura, energia elétrica, defesa civil, pesca e florestas (fornecer dados para o monitoramento das chuvas).

      Este satélite é a contribuição brasileira para a constelação de satélites que objetiva ampliar os conhecimentos acerca das precipitações no Planeta, melhorando a qualidade dos produtos desenvolvidos pelas equipes de aplicações.

1Projeto Conceitual da Plataforma SARA com Motor Deboost Híbrido

Satélite Sara (em desenvolvimento)

      O projeto tem por objetivo o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade, denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), destinada a operar em órbita baixa, circular, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias. O projeto SARA se encontra em uma fase em que os seus subsistemas serão verificados em um vôo suborbital.

       Esta fase de desenvolvimento de subsistemas, denominada Sara Suborbital, deverá testar em voo o subsistema de recuperação, o subsistema de redes elétricas e o módulo de experimentação. O Sara Suborbital consiste em um veículo de 350 kg, a ser lançado através de um veículo de sondagem VS-40 modificado, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), com a finalidade de realizar experimentos de microgravidade de curta duração (cerca de 8 min).

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Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (em desenvolvimento)

      Em Cannes, cidade ao sul da França, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) passou, em de abril de 2016, por testes para simular as condições encontradas no espaço. Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o satélite será levado para um suporte que o faz vibrar, simulando as condições de lançamento.

      Já em junho e julho está prevista a campanha de testes de comunicações. Dentro de um câmara anecóica, que não reflete as ondas de rádio, serão avaliadas a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais. O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C.

      Os testes fazem parte da fase final de preparação para o lançamento, previsto para o segundo semestre de 2016. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. Veja, na página 49, o infográfico que representa a cobertura do SGDC.

      De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).

      No espaço, por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.

      O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, é um investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.

      A participação dos brasileiros em todas as etapas, construção, montagem e testes, permite a cada um conhecer melhor os procedimentos e também as dificuldades práticas encontradas em cada área de atuação (térmica, mecânica e comunicações). Outros parâmetros devem ser levados em consideração e contornados para que os resultados previstos durante o projeto do satélite, possam ser validados e confirmados durante os ensaios.

      São cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da Agência Espacial Brasileira, Telebras, Visiona, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério da Defesa, que acompanham o processo, cada um dedicado a uma área específica. A presença de profissionais brasileiros, militares e civis, faz parte do processo de absorção de tecnologia. O conhecimento detalhado vai permitir que eles identifiquem e resolvam possíveis falhas de funcionamento que possam vir a surgir durante os 15 anos de vida útil do satélite. A expertise também será útil às organizações em projetos futuros de novos satélites.

      A visão geral sobre o funcionamento, desenvolvimento e fabricação do SGDC é considerada pelas organizações brasileiras como um passo importante para que o Centro de Operações Espaciais (COPE) possa, futuramente, especificar e contratar novos satélites, tanto em relação à infraestrutura de solo como a parte espacial.

      O projeto do Sistema SGDC originalmente prevê um total de três satélites para uso civil e militar. Desde a sua origem, o projeto já sofreu inúmeras mudanças de escopo, prazo e orçamento. Uma mudança recente, em função até do atraso para a escolha do fabricante para o SGDC-1, foi a data prevista para lançamento (agora está oficializado para meados do ano de 2016) e a previsão do cronograma para o SGDC-2. Originalmente, estava previsto que o segundo satélite seria contratado em 2016. Agora, a expectativa do governo é que ele comece a ser contratado somente em 2019 para entrar em operação até o ano de 2022. O terceiro satélite só viria depois disso, caso não se decide por fazer dois de uma vez.

    Outra mudança nos planos iniciais ocorreu no orçamento. O primeiro satélite deveria custar R$ 700 milhões, mas com a variação cambial, o custo está estimado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,1 bilhão. Com a preocupação crescente do governo com a soberania de suas informações, a tendência é que não haja dificuldades para fazer esse ajuste orçamentário, mas é algo que ainda precisará ser discutido com o governo.

   Referências:

  1. http://www.aeb.gov.br/saiba-mais/
  2. http://www.inpe.br/acessoainformacao/node/405
  3. http://www.aereo.jor.br/2016/05/28/satelite-de-defesa-e-comunicacoes-estrategicas-em-fase-de-testes/
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