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SATÉLITES ARTIFICIAIS

O que são Satélites Artificiais?

       O Satélites Artificiais são engenhos colocados no espaço, na órbita da Terra ou de outro corpo celeste. A órbita é definida em função de diversos parâmetros, tais como: raio (ou excentricidade e semi-eixo maior, para órbitas elípticas), inclinação do plano da órbita e período de revolução. Dois tipos de planos de órbita são particularmente interessantes. O primeiro, chamado de órbita polar, caracteriza-se por ser próximo ao eixo de rotação da Terra, permitindo passagens sobre todo o globo terrestre. No segundo caso, o plano de órbita coincide com o plano do Equador e é conhecido como órbita equatorial.

    Uma órbita polar pode ser dimensionada de forma que seu plano permaneça perpendicular à reta que une a Terra ao Sol, para que o satélite fique permanentemente exposto aos raios solares e deles obtenha, ininterruptamente, energia para seu funcionamento. Esse tipo de órbita é denominadaheliossíncrona.

       A altitude que a órbita do satélite terá define o período de revolução: quanto mais alta, mais lentamente o satélite girará em torno da Terra. Por exemplo, todos os satélites colocados numa órbita de 36 mil km de altitude completam um giro em torno da Terra em, aproximadamente, 24 horas, coincidindo, portanto, com o período de rotação da Terra. Essa órbita é denominada geossíncrona. Se a órbita for equatorial, o satélite parecerá imóvel visto da Terra, sendo denominado, então, satélite geoestacionário.

Quais os tipos de satélite existentes?

      A construção de satélites artificiais começou na década de 1950, quando americanos e soviéticos competiam na corrida espacial. Em 1957, os satélites artificiais foram colocados em órbita, sendo o primeiro o Sputinik I, lançado pelos soviéticos. Segundo a Agência Espacial Brasileira, quase 4,5 mil outros engenhos foram lançados após o Sputinik I. Os tipos de satélite são:

     • Comunicação
É o tipo de satélite mais conhecido. Distribui sinais de telefonia, Internet e televisão. A maioria usa a órbita geoestacionária (equatorial), ou seja, acompanha o movimento de rotação da terra, a 36.000 km de altitude, apontando sempre para o mesmo lugar.

     • Navegação
Uma constelação de 24 satélites ao redor da Terra, a cerca de 20.000 km de altitude, forma o GPS, sigla em inglês para Sistema de Posicionamento Global. Esse sistema é controlado pelos Estados Unidos, mas pode ser utilizado por todos aqueles que têm um aparelho receptor, detectando sua posição na Terra. O Glonass é o sistema de navegação russo, e o Galileu, da União Europeia.

Meteorológico
Usado para monitorar o tempo e o clima da Terra. Formações de nuvens, luzes das cidades, queimadas, efeitos de poluição, aurora, tempestades de raios e poeira, superfícies cobertas por neve e gelo e os limites das correntes oceânicas são algumas informações ambientais coletadas por meio dos satélites meteorológicos. Os SCDs e o próprio CBERS integram o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais.

Militar
Um satélite militar equipado com câmeras que funcionam no infravermelho (o que possibilita a identificação de alvos no escuro ou camuflados) consegue fotografar territórios com grande precisão.

Exploração do Universo
É o satélite que carrega telescópios para observar o céu. O mais conhecido telescópio acoplado a um satélite é o Hubble, que desde 1990 produz imagens astronômicas incríveis e únicas. O satélite Lattes, que está sendo desenvolvido no INPE, terá como missão ajudar as pesquisas na área de Clima Espacial e Astronomia.

Observação da Terra
Tem como missão monitorar o território e, para isso, carrega câmeras que registram imagens com diferentes resoluções espaciais. O CBERS, desenvolvido por Brasil e China, é um satélite de observação da Terra e trabalha a 780 km de altitude, em órbita polar, ou seja, no sentido norte-sul. Além do CBERS, o INPE trabalha no desenvolvimento de dois outros satélites desse tipo: o Amazônia e o MAPSAR. Este último será equipado com um radar que permitirá registrar imagens do território à noite ou mesmo quando ele estiver coberto por nuvens. O Google Earth, que você consulta na Internet, utiliza imagens de altíssima resolução, como as do satélite americano IKONOS, para gerar seus mapas.

Qual a vantagem Militar do Brasil ter seus próprios Satélites?

     Existem diversas vantagens militares do Brasil possuir seus próprios satélites, inclusive no quesito financeiro, mas entre estas vantagens destaco as seguintes:

    – Identificação e/ou confirmação de alvos compensadores com emprego de biblioteca espectral;

     – Detecção e acompanhamento de alvos terrestres estáticos, de forma permanente, e de alvos em movimento em movimento, com restrições;

     – Coleta de dados como relevo, vegetação, hidrografia e planimetria em locais de difícil acesso, como o interior da Amazônia ou de locais sob domínio de Força Adversa, sendo assim, tornando possível a integração do Terreno e Inimigo com outros fatores de planejamento operacional;

    – Detecção de eventos extremos, como fortes chuvas, ciclones, diretamente relacionados com a Integração das Condições Meteorológicas ao planejamento;

    – Comunicações Militares, sem as quais não é possível realizar o combate, ainda mais nos tempos atuais, em que a comunicação também envolve o controle de meios de combate como as ARP.

      Por fim, podemos afirmar que o Brasil é um país com uma grande extensão territorial e, desta forma, o fato de ter satélites brasileiros, além da possibilidade de não necessitar depender de outros países para obter imagens territoriais, faz com que algumas atividades possam ser realizadas com maior eficiência. Além do exposto, esta área, vem atrelada a um avanço no desenvolvimento tecnológico que beneficiará várias outras áreas, desde as que trabalham no desenvolvimento dos satélites até as que utilizam os dados oriundos dos mesmos.

Referências:

  1. http://www.aeb.gov.br/saiba-mais/
  2. http://www.inpe.br/acessoainformacao/node/405
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